Alquimia. Cap:02
Para um alquimista, a matéria é composta por três princípios fundamentais,
Enxofre, Mercúrio e Sal, os quais poderão ser combinados em diversas
proporções, para formar novos corpos. No dizer de Roger Bacon, no Espelho da
Alquimia, «...A alquimia é a ciência que ensina a preparar uma certa medicina
ou elixir, o qual, sendo projetado sobre os metais imperfeitos, lhe comunica a
perfeição...» A alquimia operativa, aplicação direta da alquimia teórica, é a
procura da pedra filosofal. Ela reveste-se de dois aspectos principais: a
medicina universal e a transmutação dos metais, sendo uma, a prova real da
outra. Um alquimista, normalmente, era também um médico, filósofo e astrólogo,
tal como Paracelso, Alberto Magno, Santo Agostinho, Frei Basílio Valentim e
tantos outros grandes Mestres hoje conhecidos pelas suas obras reputadas de
verdadeiras.
Cada Mestre tinha os seus discípulos a quem iniciava na Arte, transmitindo-lhe
os seus conhecimentos. Além disso, para que esse conhecimento perdurasse pelos
tempos, transmitiram-no também por escrito, nos livros que atualmente
conhecemos, quase sempre escritos sob pseudônimo, de forma velada, por meio de
alegorias, símbolos ou figuras. É isto que dificulta o estudo da alquimia,
porque esses símbolos e figuras não têm um sentido uniforme. Tudo era, e atualmente
ainda é, deixado à obra e imaginação dos seus autores. A transmutação de
qualquer metal em ouro, o elixir da longa vida são na realidade coisas
minúsculas diante da compreensão do que somos. A Alquimia é a busca do
entendimento da natureza, a busca da sabedoria, dos grandes conhecimentos e o
estudante de alquimia é um andarilho a percorrer as estradas da vida.
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