Alquimia. Cap: 01
A alquimia, precursora da química e da medicina, foi a ciência principal
da Idade Média. A busca da pedra filosofal e da capacidade de transmutação dos
metais, incluía não só as experiências químicas, mas também uma série de
rituais. A filosofia Hermética era um dos seus alicerces, assim também como
partes de Cabala e da Magia. A magia é a primeira das ciências e a mais
caluniada de todas, porque o vulgo obstina-se em confundir a magia com a
bruxaria supersticiosa cujas práticas abomináveis são denunciadas. A Alquimia
tomou emprestado da Cabala todos os seus signos, e era na lei das analogias,
resultantes da harmonia dos contrários, que baseava suas operações. Ao longo do
tempo, diversos alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria
no próprio homem, numa espécie de Alquimia da Alma; diversos outros
permaneceram na busca sem sucesso do processo de transformações de metais menos
nobres em ouro; afirma-se que alguns mestres atingiram seus objetivos.
A alquimia também preocupava-se com a Cosmogonia do Universo, com a astrologia
e a matemática. Os escritos alquímicos, constituíam-se muitas vezes, de modo
codificado ou dissimulado, daí, talvez a conotação dada ao termo hermético (
fechada), acessível apenas para os iniciados. A palavra alquimia, do árabe,
al-khimia, tem o mesmo significado de química, só que, esta química,
antigamente designada por espargiria, não é a que atualmente conhecemos, mas
sim, uma química transcendental e espiritualista. Sabe-se, que al, em árabe,
designa Ser supremo o Todo-Poderoso, como Al-lah. O termo alquimia, designa
desde os tempos mais recuados, a ciência de Deus, ou seja a química de Al. A
alquimia é a arte de trabalhar e aperfeiçoar os corpos com a ajuda da natureza.
No sentido restrito do termo, a alquimia sendo uma técnica é, por isso, uma
arte prática. Como tal, ela assenta sobre um conjunto de teorias relativas à
constituição da matéria, à formação de substâncias inanimadas e vivas, etc.
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